Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Exército - O Major..... Bronco....

 

 

 

 

A dada altura, o batalhão encontrava-se em "actividade reduzida", mantendo só um pequeno núcleo nas companhias operacionais, na companhia de comando e serviços (CCS), bem como na companhia de instrução, em virtude de ter sido empenhado numa missão de manutenção de paz na Bósnia e Herzegovina.

 

Havíamos recebido apenas dois jipes dos novos (Toyota land cruiser), os quais eram utilizados exclusivamente pelo comandante interino, um senhor Major que era um tanto apanhado do clima.

 

 

O tal Major fazia-se passear num dos novos jipes e, por pela primeira vez necessitar de utilizar um deles à noite, e não sabia como accionar as luzes do mesmo, regressou ao batalhão, mandou chamar o condutor de dia, explicou-lhe que as luzes se encontravam avariadas e pediu-lhe que fosse trocar aquele jipe pelo outro, que se encontrava no parque.

 

A assistir a esta situação, encontrava-me eu, o capitão F. e o oficial de dia. O condutor (um cabo já velhinho, bastante batido nas andanças do batalhão), já estava bem a par das pancadas do Major e, de forma bastante educada, fez-lhe uma majestosa continência, entrou no jipe, acelerou (bastante até), pela parada fora, parou atrás de um dos edifícios que davam para a parada, acendeu as luzes e regressou, apenas uns segundos depois, e ao chegar perto de nós, saíu da viatura de forma célere e apresentou-se ao Major o qual, curiosamente, não "estranhou" a velocidade com que o jipe havia sido trocado…… será fácil de imaginar o enormíssimo esforço de conjunto feito naquele momento, para não libertar aquela enorme gargalhada que vinha com força, garganta acima e que forçava-nos a ficar vermelhos que nem um semáforo…..

 

A viatura, por ter sido adaptada (de forma bastante rudimentar, diga-se), para as Forças Armadas, recebeu um kit de luzes tácticas, o qual teria que ser operado numa consola específica, pelo que os manípulos de accionamento das luzes situados junto ao volante, deixaram de funcionar.

 

________//________

 

Um outro episódio do Major….

 

Certo dia, recebi indicação do Major, para ir ao bar de oficiais e resolver uma qualquer questão, (que neste momento não me recordo qual era, e a mesma não é relevante para a estória).

 

Após ter chegado há alguns momentos ao bar, chega o Capitão F., mais um Sargento e uma Praça. O Capitão, por estranhar aquele "ajuntamento" no bar, e à hora de expediente, interrogou-nos acerca do que motivava a nossa presença em tal local e aquela hora.

 

Concluiu-se que o Major havia atribuído a mesma tarefa a cada um de nós, ou seja, um Capitão, um Alferes, um Sargento e uma Praça.

 

O Capitão, bastante irado, disse, bem alto:

 

- Caguem no gajo! Ninguém faz rigorosamente nada!

 

– Olhámos uns para os outros, rimo-nos com vontade, aproveitámos para beber um café, entabular dois dedos de conversa e acabou por ir cada um à sua vida.

 

Quando se atribui a mesma tarefa a várias pessoas, e de níveis hierárquicos distintos, outro resultado não seria de esperar – ninguém fará rigorosamente nada…..

 

________//________

 

Este Major era um tipo curioso.

 

Enquanto se deslocava, parava por momentos, dedo na cara, o que denotava que, quando o processador entrava em modo de raciocínio, os restantes teriam que ser desactivados, não fosse entrar em overload…..

 

Era frequente, quando comigo se cruzava, ameaçar-me de me "dar uma porrada", e o motivo mais frequente era a Ginástica de Aplicação Militar (GAM).

 

É do domínio comum que todas as instruções de exercício físico têm que ser administradas num rigoroso cumprimento dos exercícios constantes do MT 110, ou Manual Técnico de Educação Física do Exército, (caso contrário, e principalmente perante a ocorrência de um acidente na instrução, o instrutor estava metido num molho de bróculos), e tal era o caso, apenas havendo autonomia por parte do instrutor, para regular o ritmo a que as coisas aconteciam, apertando ou folgando o pessoal, mediante os indícios de fadiga e a avaliação do esforço.

 

Nunca cheguei a perceber exactamente o motivo para tal atitude.

 

Que esteja bem, onde quer que esteja.

 

________//________

 

O tal Major geria a unidade como se de uma quinta se tratasse, sendo bastante comum convidar alguns seus amigos para almoçar e até outras entidades, o que para nós era uma enorme seca, devido a facto de sermos poucos, acabarmos por ficar todos na mesma mesa e na maior parte das vezes a aturar conversas da treta.

 

Num desses almoços, veio almoçar connosco um Sr. Coronel Tirocinado, que à altura, era o comandante do Campo Militar.

 

A dado ponto, a conversa foi dar ao quórum da unidade para a escala de serviço de oficial de dia, aliás diferendo bem antigo que mantinhamos com o Major, em que nós oficiais (subalternos e capitães)reivindicávamos a necessidade de ser feita uma escala de graduado de dia), devido ao nosso número muitíssimo reduzido.

 

O Sr. Coronel começou, e a respeito desta questão, a decorrer sobre histórias do seu próprio passado, e assim e tal, e a dado momento perguntou a um de nós quantos estávamos na escala, ao que lhe responderam que éramos, normalmente, cinco elementos. Ele respondeu que isso era uma verdadeira multidão. Ficámos atónitos e acrescentámos que actualmente estávamos apenas três oficiais na escala (número mínimo, por forma a que haja sempre pelo menos 24 horas de distância entre serviços), ao que ele respondeu que era perfeitamente exequível e que não via qualquer motivo para queixas da nossa parte.

 

Resultado: Num ano contei 55 serviços de oficial de dia, mesmo tendo estado algum tempo em diligência numa outra unidade…….

 

publicado por Sweet Sex Teen às 20:07
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Pilão - Das aulas IX - O sportinguista ferrenho

Salvo erro no 9º tivemos um Sr. TCor a ministrar-nos a disciplina de História.

 

Tratava-se de um indivíduo correctíssimo, dotado de um nível de saber bem acima da média, o que resultava sempre numa experiência bastante estimulante, qualquer uma das suas aulas.

 

Tinha, contudo um forte senão: Era um sportinguista ferrenho, diria doente, até, o que nos obrigava a andarmos sempre informados do resultado do jogo à quarta-feira, o qual iria ditar, no dia seguinte, ao primeiro tempo da manhã, o grau de exigência a que iriamos estar sujeitos.

 

Caso o sporting tivesse ganho nas vésperas, poderíamos até chegar alguns minutos atrasados à aula, sem quaisquer consequências que ultrapassassem a simples admoestação pelo atraso.

 

Por outro lado, caso o sporting tivesse perdido, ai de nós se não estivéssemos devidamente formados às 07h59……

publicado por Sweet Sex Teen às 20:04
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Pilão - Das aulas VIII - O Tadão e o seu método

De sua alcunha Tadão, o nosso professor de contabilidade lá nos dava as suas aulas, só havendo registo de ter faltado num único dia, por ter sido intervencionado, a fim de remover uma espinha de peixe, a qual havia ficado espetada no seu esófago.

 

Quando começámos a ter aulas na 2ª secção, apercebo-nos que o dito Tadão também tinha um ritual muito específico: após termos ocupado os nosso lugares, o Tadão abria a sua pasta, retirando do seu interior uma ou outra publicação, a qual era colocada com enorme aprumo em cima da sua secretária, e devidamente alinhada.

 

Ora o pessoal, logo que "topou" esta situação, quando nos dirigíamos ao quadro ou á sua secretária, propositadamente mudávamos o alinhamento do que quer que se encontrasse em cima da secretária do professor, o que conduzia invariavelmente a aula a um momento de suspensão, no qual o professor parecia alhear-se do tempo e do espaço, enquanto procedia à correcção do alinhamento (de forma meticulosa), do que quer que estivesse em cima da sua secretária…..

publicado por Sweet Sex Teen às 20:02
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Pilão - Das aulas VII - A aula de inglês e o BODA ausente

Certo dia, e no início de uma aula de inglês, após nos sentarmos nos nossos lugares, a professora pergunta:

 

- Falta alguém? – Ao que lhe responde uma qualquer voz do fundo da sala, impossível de identificar:

 

- Falta o BODA! – Tal resposta, deu azo a risada geral no pessoal e a uma expressão de dúvida por parte da professora, que perguntou:

 

- Quem? O Boda? Então mas quem é o BODA? – Nova risada geral, pelo que a professora voltou à carga:

 

- Vá lá, digam lá quem é esse BODA, se faz favor…. Chefe de turma?

 

- Sim, professora…..

 

-Quem é o BODA?

 

- Não sei, professora.

 

Vá lá, digam-me que é esse BODA. – Ao que alguém terá respondido:

 

- Não podemos dizer, professora.

 

- Mas porquê? Estejam à vontade. Digam lá quem é esse BODA. – O que é certo é que a duração da aula ficou comprometida, entre as perguntas acerca da identidade do misterioso BODA, com a nossa impossibilidade de a revelar à respeitável professora, de quem se tratava, mesmo após a mesma ter praticamente implorado e garantido que não haveria nenhum problema......

publicado por Sweet Sex Teen às 19:58
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Pilão - Das aulas VI – Mais rápidos que a velocidade da luz…..

Certo Comandante do Corpo de Alunos, numa das quartas feiras em que estava todo o batalhão empenhado na formatura de início da Instrução militar, aproveitou para se dirigir a todos nós, fazendo uma incrível declaração, baseada nas suas observações:

 

- Descobri que, entre muitas outras qualidades, os alunos que se deslocam para a 2ª Secção, fazem-no mais rápido que a velocidade da luz: - Nós ficámos atónitos com tal declaração, ficando imediatamente ávidos pela explicação que se seguiu:

 

- Como vejo alunos a saír da 1ª Secção às 08h10, portanto 10 após a entrada para as aulas, e cinco minutos após o 2º toque, e como o tempo de deslocação entre secções é de cerca de 10 minutos, e como não vejo faltas marcadas pelos professores nos primeiros tempos da manhã, tal só poderá ficar a dever-se ao facto de vocês se deslocarem ainda mais rápido que a velocidade da luz….

 

A reacção do pessoal foi a de abafar uma estrondosa gargalhada que urgia ser libertada, fazendo todos os esforços para que não se notasse a enorme vontade de rir…..

publicado por Sweet Sex Teen às 19:19
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Pilão - Das aulas V - Cábulas? Isso é para meninos……

No nosso 12º ano, e após termos sofrido aquele logro no 11º ano, com a troca dos testes de matemática, demos um salto bastante arrojado no que diz respeito à fraude nos testes de matemática.

 

Deixámos de nos deixar entusiasmar pela dita mala de couro da professora, o que causou até um certo espanto á professora. Mas já havia um enorme trunfo na manga: No dia do teste de matemática, e mesmo sem a maior parte de nós ter estudado para o teste, recorríamos á técnica de procurar encher as folhas de teste, ou com a duplicação (e por vezes triplicação) das nossas respostas às questões, bem como a deliberada rasura das folhas de teste, com o único propósito de não chamar imediatamente á atenção da professora, o teste de determinado aluno que não havia respondido a qualquer questão.

 

Realizado o teste e entregue as folhas de prova à professora, lá íamos à nossa vida, reunindo-nos por forma a procedermos á resolução do teste, pois ficávamos sempre (e regra geral) com o enunciado para nós. Após a resolução do teste, cada um de nós, munido de folhas de teste, ía proceder à resolução do teste, nas ditas folhas.

 

Na aula seguinte, reparando que a professora se encontrava munida da dita pasta castanha (agora com os nossos testes, os quais ía corrigindo sempre que tinha um tempo livre), passávamos à acção. No intervalo de uma aula de duas horas, e após a professora sair da sala, íamos simplesmente á procura do teste que havíamos realizado na altura, e substituir o mesmo pela nova resolução. No caso de o nosso teste já estar a ser corrigido, tal troca tornava-se impossível, pelo que teríamos que recorrer ao livro das correcções.

 

A professora tinha um livro de capa rija, onde ía dando as classificações, por aluno e por questão do teste, as quais era exaradas a lápis de carvão no referido livro. Já na posse do livro, procurávamos identificar o valor máximo de classificação de cada uma das questões e, munidos de uma borracha e de um lápis, procedíamos ao lançamento de novas notas no próprio livro……..

 

Estou em crer que a referida professora nunca se tenha apercebido deste estratagema complexo…..

publicado por Sweet Sex Teen às 19:16
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Exército - O cirurgião carniceiro e a explicação…. 20 e tal anos depois

 

Há uns anos, estando eu colocado em determinada unidade militar, e na sequência de um convite para tomar café com um camarada mais antigo, acabei por me cruzar com um Sr. Coronel, cujo nome me levou a questioná-lo se não teria sido ele, que como cadete da Academia Militar, havia sido submetido a uma cirurgia a um joelho, no início dos longínquos anos 80.

 

Ele olhou para mim, com cara surpreendida e disse-me que sim. Eu acrescentei que eu era, então, o rapazola que estava na cama ao lado e aproveitei para comentar o pós operatório dele e o cirurgião, que era um tanto para o carniceiro. Ele disse-me que ainda então estaria para saber porque diabo o cirurgião o tinha tratado de forma tão rude no pós operatório…… e aí, eu contei-lhe….

 

Tinha eu 11 anos de idade e encontrava-me internado em convalescença no Hospital Militar Principal, após uma cirurgia quando, no meu quarto no piso de oficiais foi colocado um Sr. cadete do 4º ano de Infantaria da Academia Militar.

 

No dia seguinte, lá foi ele à "faca" e, quando regressou ao quarto, por efeito da anestesia e das fortes dores que certamente sentia pela operação ao menisco do joelho esquerdo encontrava-se numa agitação tal, que as enfermeiras viam-se em apuros para o conseguir controlar. Não parava de proferir impropérios dirigidos ao cirurgião e não só…..

 

- Aquele f*** da p***, quando o apanhar, vou f***-lhe as trombas, filho da p***! – E outras expressões de idêntico calibre.

 

A coisa arrastou-se por uma boa meia hora ou hora e lá acabou por se acalmar, por efeito de anestésicos que lhe forma administrados pelas enfermeiras. O motivo da contenda com o cirurgião, só no dia seguinte acabaria por se tornar visível: tinha a perna esquerda engessada desde a virilha até á ponta do dedo grande do pé, e um dreno a sair pela virilha, com uma bolsa em plástico, cheia de um líquido de cor avermelhada….

 

Passados uns dias, e durante a visita do cirurgião, o mesmo decidiu que era chegada a altura para retirar o dito dreno. Assim, após retirar o saco, enrolou o dreno à mão direita, olhou fixamente para o sr. cadete e deu um forte puxão ao mesmo. De imediato, o coitado do cadete deu um uivo de dor e olhou, com uns olhos esbugalhados por força de ter sido apanhado de surpresa, para o cirurgião. Este reagiu, dizendo bem alto:

 

- Vá! Chama lá nomes agora, vá!

 

- Chama nomes, pá!

 

E deu um segundo e ainda mais forte puxão no dreno, que deixou o pobre cadete quase inanimado na cama, enquanto o cirurgião exibia, com satisfação, o dreno com restos de tecido na ponta que outrora havia estado inserida no joelho do cadete.

 

O tempo passou, o sr. Cadete recuperou e teve alta médica.

 

Após esta história, o Sr. Coronel fez uma cara que demonstrou claramente que estava surpreendido, e com uma expressão de espanto e respondeu:

 

- É pá…. Finalmente, ao fim de todos estes anos, soube porque raio de motivo aquele carniceiro de m*** teve aquela atitude quando me arrancou o dreno da perna……

 

Rimo-nos os dois, com bastante vontade.

 

A explicação pode tardar (neste caso, mais de 20 anos), mas acabará sempre por chegar…..

 

publicado por Sweet Sex Teen às 19:13
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Sábado, 6 de Setembro de 2014

Pilão - Das Aulas IV - O Spock e as saídas impulsivo/compulsivas da sala.....


Como tínhamos aula de Geografia a uma sexta-feira á tarde, dava um certo jeito termos um tempinho livre para arrumarmos a nossa bagagem para o fim de semana.


Chegámos à brilhante conclusão que o Spock, quando mandava algum aluno para a rua, normalmente não participava dele, nem marcava nada no livro de ponto.


Assim, uma sexta feira, dois camaradas levantam-se dos seus lugares, dirigem-se para a janela, olham lá para fora e começam a conversar os dois. O Spock, assim que detectou tal, proferiu:


- Camurços!! Sim, vocês aí à janela, Rua!!!!! – E ambos saíram de imediato, não sem antes terem ido aos seus lugares buscar os seus pertences, bem como prendados com uma ponteirada do Spock. Ainda estes dois não tinham abandonado a sala, um dos camaradas, simulou o acto de ser agredido pelo camarada da cadeira atrás, (de forma bastante expressiva, aliás), o que levou a que o Spock mandasse os dois para a rua. Neste momento, um outro levanta a voz, e como reação, é também mandado para a rua. Um outro grita lá do fundo:


- Apanha o 28! – Tendo conseguido com tal, a sua expulsão.

 

Um após outro, foram mandados alunos para a rua, estando a turma reduzida a metade, altura em que um de nós, o P*, com altíssima fama de azarado, ao ensaiar um motivo para também ele ser expulso, acabou por ter o seu número exarado no livro de ponto, o que levou à expectável acção disciplinar por parte do comandante de companhia.

 

Consta que só este coitado, e por ser azarado, é que foi alvo de participação por parte do Spock…..

publicado por Sweet Sex Teen às 19:18
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Exército - Granel Infernal....


O culminar da semana da companhia de instrução no 1º BIMec, era a revista de sexta-feira, e a entrega a cada um dos instruendos, do respectivo passaporte de fim de semana.


Em dado turno, lá para a terceira ou quarta semana, (e após já ter efectuado a experiência no meu pelotão), combinei com os outros comandantes de pelotão, a entrega dos passaportes de fim de semana, previamente trocados (se anteriormente a troca era efectuada dentro do pelotão, daquela vez foi efectuada em toda a companhia).


Foi dito ao pessoal que recebessem os passaportes e os guardassem, o que todos fizeram e, a dado momento, foi dada a indicação de, após ordem para destroçar, se dirigissem para a parte de trás do edifício da companhia, por forma a que cada um conseguisse, por troca, obter o seu próprio passaporte.


Imediatamente estalou um granel infernal, com cerca de 180 homens aos berros, aos encontrões, muitos deles já na posse de vários passaportes…..


O barulho foi de tal ordem que se tornou audível em quase toda a avenida do campo militar.


Consta que todos os homens conseguiram levar de fim de semana o seu próprio passaporte.

 

Dada a magnitude da coisa, foi brincadeira que não se voltou a repetir, (pelo menos ao nível de toda a companhia)……

publicado por Sweet Sex Teen às 19:16
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Pilão - Das Aulas III - O Spock e um método de ensino peculiar.......

Por alturas do nosso 9º ano (se não estou em erro), tivemos aulas de Geografia com um Sr. Comandante, de seu nome M* e alcunha Spock.


Cerca de 1 minuto antes de começar a aula, e de acordo com as normas estabelecidas, lá estávamos nós, formados junto à porta da sala, com o chefe de turma à frente, quando o Spock aparecia, vindo das escadas, com a sua característica passada larga, pasta debaixo do braço e ar confiante.


Após apresentada a formatura, o professor lá dava ordem de entrada. Um a um, lá íamos entrando, sendo que o Spock, escondido atrás da porta, procedia à distribuição de uns calduços e uns pontapés no rabo a este e àquele, de forma perfeitamente aleatória.


Após fechada a porta, o Spock olhava para nós com uma expressão enigmática, pousava a sua pasta na secretária, agarrava no ponteiro e, elevando o mesmo com um jeito ameaçador, proferia:


- Camurços, à Ré!!!! – Acto contínuuo, puxávamos as nossas cadeiras e secretárias o máximo para trás possível, deixando cerca de meia sala desocupada, á nossa frente, o que causava nova reacção do Spock:


- Seus camurços!!! São uns exagerados!!! – E desatava á ponteirada ao pessoal da primeira fileira, enquanto todos nós voltávamos a colocar as nossas mesas em local adequado. Quando esta operação se encontrava efectuada, dava direito a uma expressão de satisfação por parte do Spock.


Estas aulas obedeciam sempre ao mesmo ritual, sendo que os passos seguintes consistiam na colocação da cadeira do professor bem a meio da sala, (em frente ao quadro), o despir do blazer, colocando o mesmo nas costas da sua cadeira, o arregaçar das mangas da camisa, tudo de forma absolutamente calma e descontraída, mirando cada um de nós, com aquela expressão carregada de confiança. O passo seguinte, passava sempre pela execução de um recto, usando para o efeito os apoios de braços da cadeira, onde colocava as suas mãos, conseguindo manter-se naquela posição por largos momentos. Obviamente que, a este ponto, o granel dentro da sala atingia níveis quase ensurdecedores, o que levava a que o professor ensaiasse uns quantos pontapés de Karaté, alvejando os desgraçados da primeira fila.


Acto seguinte, mandava abrir as janelas de ambos os lados, de para em par, acrescentando:


- Cheira aqui a camurço!!!


Estas aulas eram sempre uma caixinha de surpresas, face às diversas reacções que o professor adoptava. Por exemplo, ao detectar que um de nós se encontrava distraído com um qualquer artigo, quer fosse o relógio de pulso ou um estojo, imediatamente o professor, usando para o efeito o seu ponteiro (o qual nunca largava), arremessava o item pela janela fora, proferindo alto e bom som:


- Arquivo!!!


Todas as aulas com este professor eram uma verdadeira festa mas, os testes, esses eram bem reais e não seria o facto de existir alguma brincadeira no decorrer das aulas, que iria implicar que os testes não contivessem algum grau de dificuldade….

publicado por Sweet Sex Teen às 19:11
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