Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Pilão - Ólhó Lanche!!!!!!!!

 

Todas as noites, após o jantar, o graduado de dia ficava fiel depositário do reforço nocturno, normalmente composto por sandes e pacotes de sumo ou de leite, os quais eram acondicionados numa velhinha tradicional cesta de vime.

Até cerca das 21h00, os restantes graduados passavam pelo quarto do graduado de dia e abasteciam-se das quantidades que julgavam necessárias para as necessidades de cada um deles, por forma a poderem estar bem aconchegados nas suas longas noites de estudo. Obviamente que este facto, fazia com que o dito reforço não chegasse para todos, de aí ter surgido e ter ficado instituído o grito "Ólhó lanche", como chamamento do pessoal, ou para aqueles que conseguiam chegar primeiro à "bicha de pirilau" e que garantiam assim o tão almejado reforço nocturno.

Certa noite, muito próximo das 21h00, ouve-se o tão esperado grito:

- "Ólhó lancheeee!!!!!!", dado a plenos pulmões. As p

angry-man-shouting-011.jpg

ortas dos quartos da 3ª companhia abriram-se quase todas em simultâneo, com estrondo, e instalou-se o normal alvoroço de pessoal a correr e a falar alto, (vestidos de todas as formas imagináveis, uns de pijama, outros de fato de treino, outros somente de calças), em direcção a porta do quarto do graduado de dia, formando a tal fila indiana ou "bicha de pirilau". O primeiro bateu á porta do graduado de dia e, após ter conversado um pouco com o mesmo, concluíu-se que tal chamamento não teria tido origem em ordem dada pelo graduado de dia, mas sim, uma brincadeira de um certo "engraçadinho" não identificado.

 

 

Após informadas as hostes acerca do sucedido, lá o pessoal começou a regressar aos seus quartos, a fazer ameaças veladas ao dito desconhecido, e a proferir impropérios do mais alto calibre, dirigidos a seus progenitores e restante família.

Passados uns minutos, novo grito:

- Ólhó lancheee!!!!!! – Grito este que teve o condão de provocar o normal alvoroço com as portas, as correrias e as palavras da ordem. Novamente, após a fila formada, se constatou que tal grito havia sido, mais uma vez, obra do tal "engraçadinho".

O pessoal, já meio furioso, injuriava-se entre si, procurando identificar de qualquer forma o dito elemento que estava a brincar nitidamente com todos eles… mas lá a multidão acabou por recolher aos seus quartos, tendo-se instalado o normal silêncio no corredor.

Passados alguns minutos, novo grito:

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-Ólhó lancheee!!!!!! – Novamente se instalou o caos, com a maioria do pessoal a dirigir-se para a porta do quarto do graduado de dia, com excepção de 3 elementos: O G* e o B*, que tinham ficado á coca, conseguiram identificar o "engraçadinho" que havia dado o grito por 3 vezes consecutivas. Reza um ditado que diz que à terceira é de vez, e para o engraçadinho, de sua alcunha M*, esta foi mesmo a vez em que ele teve azar. Foi sumariamente conduzido pelo G* e pelo B* á casa de banho e tomou um forçado duche gelado, por largos minutos, exactamente como estava fardado: calças, camisola de gola alta e blusão…….

À 4ª foi mesmo de vez e o dito lanche lá foi distribuído……

publicado por Sweet Sex Teen às 17:03
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Academia Militar - O LAW

Corria o ano de 1992…. Ou sería de 1993? Muito provavelmente 1993. A minha turma preparava-se para uma instrução de ATI (Armamento e Tiro), ministrada pelo Ten. C*.

Este foi um evento raro, o facto da instrução ser ministrada numa sala de aula e não ao ar livre, com uma qualquer praxadela pelo meio.

Após apresentada a formatura pelo chefe de turma, entrámos ordeiramente para a sala, a qual ficava na extremidade sul do edifício de comando, nas instalações da Amadora.

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Ao entrarmos, notámos com algum espanto que, em cima da secretária do professor se encontravam uns quantos panos-tenda, meio dobrados, eventualmente a cobrir algo, mas não demos demasiada importância.

O Tenente C* lá começou a sua aula, sempre com um tom de voz bastante sui generis, o que o tornava hilariante, como era seu apanágio e, em dado momento, dirigindo-se à turma, mexeu de repente nos panos-tenda, descobrindo um tubo de cor verde, acto que acompanhou com a seguinte frase:

- “Atentem bem….. no aspecto suculento do…… LAW….. “ – Óbvio que estas expressões dele já haviam conseguido um número considerável de fãs, que só a muito custo conseguiam reprimir uma forte gargalhada, sempre que ele as proferia.

A aula lá foi continuando, com o Tenente C* a desfilar características técnicas do LAW e, chegados a certo ponto, ele disse exactamente isto:

- “…. O LAW….. é uma arma de tubo aberto…… e alma lisa…… porquê? Bem, porque se, após disparado, eu espreitar por aqui (colocando o tubo à altura dos olhos, como se de um monóculo se tratasse)… vejo, por exemplo….. ali o Sr. P* a xonnaaaaarr…”

- Toda a turma disparou numa enorme e impossível de conter gargalhada, enquanto o Tenente C* descia do palanque e deslocava-se com um andar de toureiro, em direcção ao coitado do P*, o qual havia adormecido com a cabeça pousada nos braços, no tampo do estirador que então ocupava……..

 

 LGF (Lança Granada Foguete) M72 LAW (Light Anti-Tank Weapon)

publicado por Sweet Sex Teen às 16:55
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Exército - O Jantar da subalternada….

Encontrávamo-nos em plena missão na Bósnia e Herzegovina e, por iniciativa de um dos Tenentes mais antigos

UMMAlter_01SFOR.jpgdo Batalhão (P.), foi colocada a questão ao Comandante do Batalhão, se nos autorizaria a realizar um jantar de subalternos. Após autorização do mesmo, a coisa acabou por ir avante e no dia definido, lá largámos da unidade, fazendo-nos transportar em 3 ou 4 UMMs velhinhos, mas operacionais, pois as equipas de manutenção do Batalhão não haviam sido escolhidas ao acaso….


Lá seguimos, em boa ordem, de Visoko para os lados de Vitez, onde acabámos por jantar num restaurante de sua graça “Titanic”, o qual tinha muito boa comida e boa pinga, (diga-se de passagem), pois aqueles vinhos Croatas caíram-nos no goto.


Após a magnífica jantarada, lá fomos parar a um bar, bastante discreto à entrada, mas de ambiente bastante obscuro no seu interior... cedo constatámos que varão metálico que ligava o chão ao tecto não subentendia qualquer falha estrutural no edifício, para nosso alívio e gáudio….


Entrámos por ali adentro, ocupámos algumas mesas e estabelecemos conversa com umas quantas moças que por ali serviam bebidas.

 

pole-dance.jpg

 

As empregadas eram de uma beleza absolutamente fora de série, e de várias proveniências dos Balcãns.
Ela havia da Bósnia, da Letónia, da Estónia…. Enfim, sentimo-nos num ambiente absolutamente internacional….


A bebida era boa e menos bem podíamos dizer da companhia, e dado o nosso afastamento do sexo feminino há tanto tempo (as camaradas do Batalhão não contavam, obviamente), que nos decidimos recolher ao interior do edifício com as nossas acompanhantes, facto que imediatamente enfureceu a restante clientela masculina do espaço, por ter ficado apenas uma única rapariga para conversar com tanta gente e dar show no varão….

Esta ficou na memória como uma das mais divertidas noites passadas naquelas paragens….

publicado por Sweet Sex Teen às 17:09
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Pilão - Micoses, álcool iodado e a corrida à Tom Sawyer….

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Devido ao nosso ritmo de vida diário, particularmente após o banho que se seguia ás nossas aulas de educação física, não havia grande tempo para nos secarmos convenientemente, dada a proximidade da aula seguinte e ao facto de andarmos sempre a correr de um lado para o outro.


Não é novidade para ninguém, que tal procedimento (ou antes a falta dele), poderá dar azo ao aparecimento de micoses. E nós não seríamos excepção a essa realidade.


Já há uns meses que o meu pai me havia facultado um remédio “old school” para esta eventualidade, e tal tratava-se de um frasco de álcool iodado.


Um dos meus camaradas de quarto, de sua alcunha N*, andava aflito com um surto de micoses nas virilhas e perguntou-me se eu não o poderia ajudar, ao que eu respondi que sim. Dei-lhe o frasco do álcool iodado para as mãos, e dei-lhe também um saco que continha algodão, não sem o avisar que aquilo era “nasty stuff” e que iria arder bastante.


O N*, alerta para esse facto, pegou numa boa porção de algodão, tendo embebido o mesmo de forma abundante e, seguindo o meu conselho, passou ao de leve nas partes afectadas. Importa aqui referir que a primeira sensação é de alguma frescura, pelo facto de estarmos a lidar com álcool.

 

Ora, sentindo esta primeira sensação, sem que a mesma se fizesse acompanhar de nenhum ardor, esfregou o algodão, de forma bastante arrojada nas ditas zonas. Olhou para mim com cara de quem tinha sido alvo de um embuste e disse:


- Bacalhau, isto não faz nada….. ; e mal tinha acabado de proferir esta frase, vejo os seus olhos a se arregalarem desmedidamente, acompanhado da tradicional expressão “f****e!!!”.

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O coitado do N*, apanhado assim de repente pelos efeitos da “nasty stuff”, desatou aos pulos no quarto, agarrado ás partes baixas e abalou porta fora, a berrar e dar saltos, fazendo em muito lembrar os saltos que o Tom Sawyer dava na TV.


Escusado será dizer que, a aflição dele resultou em boa dose de gargalhada para quem o via a correr e a pular à volta da mesa de ping pong………

publicado por Sweet Sex Teen às 17:04
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Pilão - CGM, (Curso Geral de Milicianos), semana de campo e cagadas II

Em 1991, após chegados ao alto do moinho para uma semana de campo, (Serra da Carregueira), coube ao nosso pelotão, uma área que ficava no topo de uma grande depressão no terreno (como se de uma cratera se tratasse).

O pessoal aproveitava os poucos tempos livres para tirar umas fumaças de um cigarrito, dar dois dedos de conversa, compor a camuflagem, ou tratar das suas necessidades fisiológicas.

Particularmente a evacuação intestinal acarretava grandes riscos e obrigava a uma estratégia cuidada, sendo indispensável o capacete (imagine-se!!), bem como é natural, o rolo de papel higiénico (naquela altura ainda não tinha surgido a moda dos dodots, para evitar assaduras), o qual teria que ser bem dissimulado no interior da farda, para não levantar suspeitas…..

Poderá considerar-se natural, que aqueles rapazolas de 16 e 17 anos de idade, estivessem sempre à coca para pregar uma partida a um camarada mais incauto. E assim sucedia, particularmente quando era detectado um camarada com evidente intenção de ir evacuar.

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O capacete, era de extrema utilidade, pela sua normal função de proteger o crânio de pedras, pinhas e outros objectos, docilmente arremessados pelos camaradas que haviam detectado alguém, agachado e a tratar de aliviar o cólon. Isto tudo, após o incidente que estabeleceu o precedente: o nosso camarada NN*, agachado no meio da tal cratera, vendo chover á sua volta, uma quantidade inimaginável de pinhas e outros objectos, arremessados do alto, por uma verdadeira multidão ululante, divertidíssima, com gargalhadas a plenos pulmões, enquanto arremessava os tais objectos na direcção do pobre coitado lá em baixo.

A partir de então, o pessoal passou a usar de toda e mais alguma desculpa, por forma dissimular a sua natural intenção de ir aliviar-se, não levantando assim, qualquer suspeita nos restantes camaradas…..

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:07
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Academia Militar - A GAM, as botas e uma porrada ao lado….

 

Certo dia, no início de uma aula de GAM (Ginástica de Aplicação Militar), do pessoal do 2º ano da Arma de Infantaria, a decorrer nas instalações da Sede (Gomes Freire), o instrutor, Tenente L* passa a revista da praxe e encontra uma quantidade anormalmente elevada de camaradas com as botas mal engraxadas. Assim, começa a tomar notas dos números dos camaradas que se encontravam em tais condições.

Ao chegar junto do nosso muito ilustre camarada M.P., apontando as botas, perguntou-lhe:

- Número? – Ao que o camarada, acompanhando o dedo do nosso Tenente, olha para as botas e responde, de forma bastante solene:

- 43, Meu Tenente.

– O bom Tenente lá anotou o número e seguiu na sua azáfama.

Qual não foi o nosso espanto, e particularmente do camarada Nº 43, (que na altura se encontrava nas instalações da Amadora como repetente do primeiro ano), quando vê publicada em ordem de serviço, uma punição a si aplicada, por no dia tantos do tantos se ter apresentado numa aula de GAM na Sede, com as botas mal engraxadas.

O número do pé de um camarada da sede correspondia ao seu próprio número……

publicado por Sweet Sex Teen às 16:59
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Pilão - CGM, (curso geral de milicianos), semana de campo e cagadas I

 

Em 1991, após demorada formatura na parada inferior da 1ª Secção do IMPE, (a qual tinha como objectivo a conferência do material individual, indispensável para a semana em campanha que se seguiria), lá fomos embarcando ordeiramente (por secções) para as caixas de carga das feias DAF, estacionadas no parada com a finalidade de nos transportar.

Alguns de nós não nos encontrávamos em grande forma, (talvez em consequência do pequeno almoço, ou quem sabe, do jantar do dia anterior), mas não sería nada o suficiente para nos alarmar.

Arrancámos então, em coluna, com destino à Serra da Carregueira onde, no alto do moinho, nos esperavam uns quantos dias bastante animados.

Sensivelmente a meio do caminho, reparámos que o nosso camarada B* se estava a sentir um pouco mal, cara pálida, a contorcer-se. Não conseguia parar quieto, ao que um de nós perguntou:

- Ó B*, o que é que se passa, pá? – o B limitou-se a olhar e optou por não responder, ao que o indivíduo de há pouco, voltou á carga:

- Estás com receio de alguma coisa? – E o B* com uma cara cada vez mais pálida, onde já se conseguiam visualizar pequenas gotas de suor a escorrer, respondeu:

- Porra pá, não vês que estou à rasca para cagar? – Esta resposta suscitou uma boa gargalhada, pelo menos entre o pessoal que não tinha aproveitado a demora na deslocação para ir dormitando um pouco.

As aflições do B* lá se mantiveram caminho fora, até ao momento em que a coluna fez um "pequeno alto" já no interior do então Regimento de Infantaria Nº 1. Imediatamente, o B*, visivelmente aflito, joga-se a uma das janelas do toldo da nossa DAF, começa imediatamente a correr o fecho e-clair, e já está com meio corpo de fora, quando lá fora se ouve a voz do Capitão que nos enquadrava:

 

- O que é raio pensas que estás a fazer, pá? Volta imediatamente lá para dentro e trata de fechar a janela! – O pobre do B* ainda retorquiu:

- Mas eu estou aflito, tenho que ir urgentemente á casa de banho…… Resposta do capitão:

- Não me interessa nada disso. Logo cagas quando chegarmos. Fecha imediatamente a janela e senta-te no teu lugar! – Coitado do B*. Via-se mesmo que a criatura estava num enorme sofrimento. Já nem foi capaz de se conseguir sentar. Em lugar disso, ficou de pé, agarrado a um dos arcos que sustentava a lona da DAF, (enquanto a mesma retomava o deslocamento), de olhos fechados e a contorcer-se, até que, num acesso misto de fúria e alívio, exclamou:

- Já está!

- F****se! Já está!

- Filho da p*** do Capitão!

- Já está!

- F****se!

- Já me caguei todo!

- Já está!

Não é difícil imaginar qual a reacção do restante pessoal no compartimento de carga: Uma portentosa gargalhada, com um misto de nojo e ao mesmo tempo de pena para com o pobre coitado, enquanto ele se agarrava com uma força hercúlea ao tal arco, como se de tal dependesse a sua vida…..

Quando chegámos ao local do acampamento, o comandante de pelotão, (Alferes A*), que era boa gente, lá agarrou num par de calças que ele tinha de reserva, mais meia dúzia de cantis e artigos de higiene pessoal e lá foi ajudar o nosso camarada B* a compor-se, após tão nefasta manifestação das suas entranhas…..

publicado por Sweet Sex Teen às 16:53
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Exército - A mochila verde.......

 

Após o regresso do campo e particularmente na sequência de um exercício, toda a zona das rampas de lavagem de viaturas, posto de abastecimento de combustíveis e parques auto, ganhava uma azáfama verdadeiramente incrível.

O comandante de companhia atribuía um número de rampas de lavagem de viaturas a cada um dos pelotões (em função das que haviam sido atribuídas à companhia) e nós (comandantes de pelotão), geríamos as mesmas, pelas nossas secções.

A minha viatura já estava colocada na rampa de lavagem (de frente) e havia a necessidade de proceder à sua inversão (passar a dianteira para baixo), o que implicava manobra-la por forma a que ela pudesse subir a rampa de lavagem de marcha atrás.

 

Aproximei-me da viatura e, como o meu apontador de Browning (2º Furriel E) estava junto à porta da rampa da viatura, avisei-o de que ía proceder à manobra da viatura, por forma a que ele se afastasse da mesma. Quando cheguei á frente da viatura, disse ao meu condutor para colocar o motor da viatura em marcha (ligar o motor) e, como mandam os regulamentos, vim novamente à rectaguarda, por forma a verificar se a mesma estava livre. Como não havia qualquer impedimento, voltei à frente da viatura e fui dando indicações para que o condutor pudesse manobrar a viatura. A viatura tinha acabado de descer a rampa de lavagem quando me apercebo, ao longe e junto ao posto de abastecimento de combustíveis, do comandante de companhia (Capitão P.), bem como o adjunto (Tenente F.), a esbracejar e a gritar.

Um calafrio percorreu-me a espinha. Pensei, de imediato, que algo de muito errado havia ocorrido, talvez um indivíduo, apanhado pela viatura. Fui imediatamente à frente da viatura, por forma a mandar alto ao condutor e após imobilizada a viatura, corri para a parte de trás da mesma. Não havia nada, pelo que olhei novamente para o Capitão P. que continuava a esbracejar e a apontar para a viatura. Olhei para a lagarta do lado direito e aí apercebi-me o porquê de tanto alarido. A lagarta estava em cima de uma mochila, (e bem entre a 2ª e 3ª roda de apoio), que vim a constatar mais tarde, tratar-se da minha mochila. Estava transformada numa verdadeira sandwiche de cor verde. O cromo do 2º Furriel, depois de lhe ter dito que ía manobrar a viatura, e de eu ter verificado que nada impedia a manobra, colocou a minha mochila no chão, bem na direcção da lagarta do lado direito e foi à vida dele.

 

 

Felizmente que a compressão de 9 toneladas da viatura apenas se saldou numa marmita bastante amolgada e um ou outro fecho de plástico da mochila que teve que ser substituído.

publicado por Sweet Sex Teen às 12:24
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Pilão - Das aulas X - A aula de estudo obrigatório e a sabotagem

Até ao 9º ano de escolaridade (inclusive), todos nós tínhamos em horário uma aula de estudo obrigatório, acompanhada por um professor, e ao último tempo da tarde.

 

 

Esta aula era suposto servir para fazermos trabalhos de casa, revermos a matéria do dia ou estudarmos uma qualquer matéria, de facto.

 

Muitas vezes, a sensivelmente a meio da aula, faltava a luz. Veio a constatar-se mais tarde, ser obra do pessoal do 9º ano que, munidos de um denominado "caralhómetro" (fio eléctrico em forma de ferradura, e descarnado nas suas pontas), enfiavam o mesmo nos orifícios de uma qualquer tomada, fazendo com que o quadro eléctrico do edifício desse o estouro.

 

Resultado: em cerca de 99% dos casos, quando o contínuo lá conseguia repor a energia no edifício, o regresso da luminosidade apanhava-nos invariavelmente em grande granel e em poses ao nível do recente e viral Harlem Shake……

publicado por Sweet Sex Teen às 10:47
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