Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Exército - O quase golo..... de helicóptero

 

Black_Hawk.jpg

 

Ao longe, no negrume da noite, o ruído dos motores de um helicóptero começava a deixar-se notar. Pensei de mim para mim que era chegado o momento de colocar em prática o que se encontrava planeado.

No mesmo dia, da parte da tarde, tinha sido chamado à sala de operações do Batalhão. O Major que se encontrava no aquartelamento, (pois praticamente todo o Batalhão encontrava-se empenhado em missões nas unidades da BiH, com excepção do pessoal que ía entrar e vinha de licença de Portugal), informou-me da situação. Uma das companhias tinha uma Chaimite "inop" e tornava-se necessário vir à unidade, em Visoko, buscar sobressalentes. Esta operação iria ser efectuada de helicóptero, com as colaboração dos Blackhawk americanos.

Não havendo mais ninguém, teria que ser eu a conduzir o pessoal à LZ (Landing Zone), orientar a operação, bem como receber o heli (coisa que nunca havia feito nem tão pouco recebido instrução para tal).

Assim, providenciei duas laternas, uma com difusor de cor verde e outra azul, (pois o vermelho seria sinal de "distress" e o branco seria demasiado intenso), e preparei-me para, à hora, receber o helicóptero.

Ao caír da noite, e cerca de meia-hora antes do ETA (Estimated time of arrival) do heli, lá me dirigi para a LZ, com uma viatura, acompanhado da viatura da CCS que carregava a peça para a Chaimite, mais uma viatura com o pessoal que iria montar segurança.

Chegados ao local, dei o briefing que se impunha, com a obrigatória disciplina de luzes, (sería de todo proibido fumar, acender luzes de viaturas, acender cigarros ou tirar fotos pois, ao mínimo foco de luz, o mesmo poderia ser interpretado como hostil, o que faria com que os americanos reagissem prontamente à suposta ameaça), encaminhei o pessoal para os pontos pré-definidos para a segurança e aguardámos.

Quando finalmente ouvi o helicóptero, bem lá ao longe, liguei as minhas duas lanternas e, fazendo movimentos com os braços esticados, de cima a baixo, lá comecei a orientar o vôo na minha direcção. Como a LZ era uma campo de futebol improvisado, eu estava colocado uns 6 0u 7 metros à frente de uma das balizas.

O ruído dos motores foi a umentando progressivamente de intensidade, se,. No entanto, permitir que o helicóptero setornasse visível, dado que os americanos efectuavam vôo táctico, sem qualquer tipo de luzes, e com o recurso a intensificadores de imagem, os chamados "gogles".

Só tive certeza absoluta que o helicóptero se encontrava à minha frente, pela enorme deslocação de ar e pelo ruído ensurdecedor das pás das hélices e das turbinas. Nesse momento, um dos pilotos iluminou os painéis de controlo, o que me permitiu concluir que o nariz do helicóptero não estaria a mais de uns dois metros de mim. Fiquei impressionado. O helicóptero não desligou os seus motores, tendo mantido as pás a rodar à mesma velocidade que trazia durante o vôo.

black-hawk-mh-60.jpg

 

Dirigi-me à porta de estibordo, onde encontrei o capitão C., muito bem disposto, e só nesse momento me apercebi, incrédulo, que não tinha vindo um, nem dois, mas sim três helicópteros.

Dei indicação ao pessoal para transportarem a peça para o primeiro helicóptero e, logo que concluída a operação, voltei a colocar-me à frente do primeiro helicópetro, baixei os meus óculos, liguei as lanternas e, por não saber qual o procedimento correcto, mantive os braços esticados ao longo do corpo, com as lanternas apontadas para baixo. Era suposto fazer o mesmo sinal para a descolagem, que havia feito para a aterragem……

Passados cerca de 45 segundos e perante a minha inactividade, os pilotos decidiram-se por descolar, tendo-o feito com uma violência extrema, o que fez com que quase marcasse um golo com o meu corpo na baliza que se encontrava atrás de mim.

Fiquei sem saber o que seria melhor fazer em caso de não saber o que fazer, se não fazer nada, ou inventar qualquer coisa. Acho que foi preferível não ter feito nada, em lugar de me ter posto a fazer um quatro, ou a apontar com as lanternas para a negra noite, ou qualquer coisa que pudesse ter vindo à ideia……..

 

publicado por Sweet Sex Teen às 18:04
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Pilão e os seus mitos - VII - Os petardos e as fezes caninas

 

dog-crap-poop-pissing.jpg

 

Dizem novamente as más línguas, que uma certa parelha, por alturas do carnaval, saía, a todas as quartas feiras, em cumprimento de um ritual por eles definido.

Tal ilustre parelha, procedia à aquisição dos famosos petardos, muito vulgares nas papelarias nos dias de então, os quais já tinham um efeito considerável aquando da sua detonação.

Após munidos dos referidos dispositivos pirotécnicos, colocavam-se estrategicamente junto a um dejecto canino, (aliás bastante abundantes pelas ruas de Benfica na altura), e logo que viam alguém a aproximar-se na sua direcção, calculavam o tempo de deslocação, inseriam um petardo no dito dejecto, acendiam o rastilho do mesmo e iniciavam a fuga do local do crime….

Resultado: por aquelas alturas, muito boa gente deu entrada em casa, coberto de salpicos de fezes caninas, e com um (natural) humor de cão…

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:58
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Pilão e os seus mitos - VI - A torradeira improvisada

 

Diziam as más línguas, que os ocupantes de determinado quarto da 3ª companhia tinham um método bastante peculiar de preparar as suas torradas: Simplesmente dispunham aos "s" no chão, de um fio eléctrico descarnado, ligando as suas extremidades a uma tomada eléctrica.

O efeito de Jules encarregar-se-ía de garantir que o dito fio ficasse praticamente incandescente, ao ponto de permitir que se fizessem umas valentes torradas.

funny-cool-toasters-2.jpg

 

Havia somente um senão: no quarto ao lado morava o comandante de companhia aluno, o qual, já possuía um computador de secretária (verdadeiro luxo para a altura), o qual ía abaixo, sempre que a torradeira puxava mais amperes do quadro eléctrico que aqueles para que o disjuntor estava preparado.

Este pequeno (GRANDE) inconveniente acarretava, obviamente, as suas consequências, mas nada para que os temerários ocupantes de tal quarto não estivessem calejados e preparados para enfrentar.

Assim, sempre que havia a necessidade de fazer as ditas torradas com o recurso a este método, um dos indivíduos do quarto, deslocava-se para junto do quadro eléctrico, por forma a voltar a ligar o disjuntor, sempre que o mesmo disparava……

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:48
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015

O Capitão Mau-mau - O Pescador

Certo dia o ilustre capitão resolveu ir à pesca. Escolheu um pontão que era dos melhores locais para a pesca. Ao chegar lá, montou arraiais, retirou material dos sacos, montou a cana e, quando se preparava para efectuar o lançamento do isco com a chumbada, um dos presentes no tal pontão (que estava meio apinhado), disse-lhe:

- Não deverá valer a pena o senhor permanecer por aqui. Sabe, é que anda aqui uma tintureira (espécie de tubarão), que afugenta o peixe todo, e ainda nos rouba alguns, quando vêm no anzol. – O capitão agradeceu o aviso e respondeu que não havia nada que se preocupar, pois ele resolveria o problema. Os outros pescadores deram de ombros e lá continuaram na sua faina.

blue-shark-andy.jpg

 

Passados uns largos minutos, o capitão sacou da sua pistola e efectuou uns quantos disparos para a água, por ter avistado a dita tintureira. Os outros pescadores arrumaram os seus pertences o mais rápido que conseguiram e foram-se embora com uma rapidez incrível, deixando o capitão sozinho por conta de todo o pontão.

Porque terá sido?

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:37
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O Capitão Mau-mau - O Pacificador

 

Reza a história que um determinado curso de Infantaria da Academia Militar ficou designado como o curso dos Mau-Mau.

Um dos seus elementos, quando era capitão, nas suas funções de comando de companhia, tinha lá uns rapazolas que eram uns verdadeiros artistas.

pointedgun.jpg

 

Um deles, em particular, dava grandes dores de cabeça ao comando da companhia e ao resto do pessoal, pois muito frequentemente se envolvia em escaramuças, de onde saía sempre como o vencedor.

O comandante de companhia, perante este facto e a necessidade de garantir a disciplina, certo dia chamou o rapaz ao gabinete.

É importante referir que este capitão tinha o curso de comandos, o que à partida faria dele um indivíduo mais rústico e com soluções menos ortodoxas para os problemas relacionados com disciplina.

Já no gabinete, o rapazola, sempre com uma postura desafiadora, lá ía respondendo às questões colocadas pelo comandante de companhia, o qual enervava-se cada vez mais, com as respostas dadas de qualquer maneira e pela postura do soldado.

De forma tranquila, o capitão dá a volta à secretária e coloca-se bem à frente do soldado. Parou, olhou, e passados uns instantes, (parecendo entrar na "onda" do soldado), pergunta-lhe:

- Tu és mau, não és? – Ao que o soldado lhe responde afirmativamente, o que veio a provocar a reacção intempestiva do capitão: Sacou de uma pistola, enfiou o cano dentro da boca do soldado (à pressão) e disse-lhe, quase a berrar:

- Vá lá, meu mauzão, diz lá agora que és mau! Diz lá! Diz! – Consta que naquele turno não houve mais qualquer problema de disciplina na companhia……..

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:33
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Pilão e os seus mitos - V - A aerodinâmica dos pratos e a horta do Macaco

Diziam as más línguas, na altura, que certo grupo de camaradas nossos tinha umas noite assim a dar para o fora do vulgar: Começavam com uma sessão de estudo, seguida de um assalto á piscina, para darem umas braçadas e desanuviarem um pouco, seguida do tradicional assalto ao refeitório, já a altas horas da madrugada.

Por vezes, estes nossos camaradas, quando regressavam do refeitório, faziam-se acompanhar de uma quantidade considerável de pratos. Tal sempre foi um enigma, para alguns de nós, o facto de eles trazerem pratos do refeitório. Mas tal, não sucedia certamente com o Macaco, quando ía visitar a sua horta.

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É que os nossos camaradas arremessavam os pratos em rotação (quais discos voadores), em direcção à dita horta do macaco. Dado o seu peso e a rotação que levavam, os pratos transformavam-se em verdadeiros discos de corte, para toda e qualquer produto hortícula que apanhavam pela frente, o que muito desagradava ao Macaco, quando se apercebia que tinha havido mais uma colheita violenta às suas hortaliças…..

 

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:29
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