Terça-feira, 28 de Julho de 2015

Pilão - A Lei da Oferta e da Procura

 

Sendo o pilão um espaço semi-encerrado, uma sociedade dentro de outra sociedade, pela distância imposta pelo regime de internato, tornava-se o mesmo um alvo ideal para o teste à teoria da Lei da Oferta e da Procura, e assim pude constatar, por mim próprio, relativamente a material pornográfico (revistas, magazines, etc.)

Tinha um fornecedor mais velho, o R*, que me vendia material da mais "alta qualidade", ao peso, ficando este como o grossista, ou o importador, pois em boa verdade, era ele que colocava o material no interior do pilão.

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Munido deste "arsenal", e por forma a encontrar uns cobres extra para poder fumar mais umas cigarradas, lá ía ter com os meus clientes habituais, tendo o especial cuidado de não levar demasiadas revistas, face ao valor que eu pretendia realizar com a venda de cada uma delas.

Pude, in loco, constatar o seguinte: se mostrasse demasiadas revistas, rapidamente dava grande oportunidade de escolha aos interessados, os quais só adquiriam até determinado limite de valor, subindo inevitavelmente a fasquia da qualidade e inundando o mercado. Deste modo, o mercado ficava saturado e qualquer venda marginal que eu fizesse a partir desse momento, obrigar-me-ía a baixar substancialmente o preço unitário, pelo que após uma "saturação", tería que obedecer a um período de "defeso", de cerca de duas semanas, antes de poder voltar ao "mercado" com os preços que me convinham, e para o limite da procura.

Esta operação também não poderia ser feita de qualquer forma: se estivesse demasiado tempo sem aparecer no "mercado", surgia logo um concorrente a tentar tomar conta, se bem que, felizmente, sem a qualidade do meu produto.

Assim, tinha que saber balancear a quantidade que era colocada em circulação, com a frequência com que acedia ao "mercado", pois o dinheiro, tal como em qualquer outro círculo, é um activo escasso.

Ficou assim provada no terreno, a Lei da Oferta e da Procura.

 

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:20
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

Pilão - A viagem de finalistas

 

 

 

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O culminar da nossa existência até então "naquela casa tão bela e tão ridente" seria a muito ansiada viagem de finalistas. Neste caso iriamos visitar vários pontos em Espanha, passando por Palma de Maiorca.

 

A ansiedade era tal pela partida para tão grande aventura, que na noite de véspera, muitos de nós acabaram por fazer a primeira de muitas directas. (A título pessoal contei 4 directas em 8 noites de viagem, não contando com a véspera do primeiro dia, claro está).

Lá partimos num grande autocarro de dois andares, sendo que na parte de baixo praticamente só iam o representante da agência de viagens, o Coronel Virtudes, o Professor Zé Milhas e respectiva esposa, e o nosso comandante de companhia, o Capitão Moranguinho. Fomos em direcção a Toledo, sempre imbuídos de uma imensa jovialidade, que nos fazia estar sempre a pregar partidas uns aos outros e em mil e uma brincadeiras. Na nossa visita a Toledo, a capital das espadas, não pudemos deixar de fazer verdadeiros torneios medievais (com as espadas que se encontravam expostas um pouco por todo o lado), para desalento e até fúria dos muitos vendedores que nos assistiam a passar por aquelas ruelas.

Findo o verdadeiro campeonato de espadachins que foi Toledo, lá rumámos a Albacete, onde acabámos por ter a primeira de muitas visitas que se encontravam agendadas, a uma base aérea, onde pudemos beberricar umas bebidas no bar de oficiais, enquanto assistíamos à operação dos caças Mirage, então utilizados pelos espanhóis. Nada de demasiado interessante.

No dia seguinte, continuámos viagem e, em Valência, embarcámos cheios de emoção no ferry que nos havia de levar a Palma de Maiorca. Aquilo é que foi uma farra e peras. A tripulação teve, inclusive que nos ceder acesso à discoteca onde, entre copos lá fomos ouvindo algumas cassetes que nos acompanhavam. À falta de um DJ com música seleccionada no momento, esta opção servia perfeitamente. A viagem decorreu durante a noite e, já pela manhã, pouco antes de aportarmos, eu e mais dois ou três camaradas encontrávamo-nos no bar a beber

una canha, quando chegou ao nosso lado o Zé Milhas, acompanhado da esposa. A nos ver de cerveja nas mãos, com a entoação que lhe era reconhecida, perguntou-nos:

- Já? – Ao que nós respondemos:

- Já não! Ainda………..

Começámos a rir com a sua cara de espanto.

Lá acabámos por desembarcar e fomos levados para o

El Arenal, o qual distava um bom bocado do centro da acção. Não demos demasiada importância a tal facto. Após termos deixado as malas nos quartos, e dado que iriamos permanecer três dias na ilha, tratámos de ir alugar motoretas. Como éramos pouco mais que cinquenta almas, à porta do hotel passaram a estar parqueadas cerca de 45 aceleras e uma mota 125, alugada pelo único elemento que já tinha carta de motociclos.

As nossas saídas do hotel eram algo do outro mundo. O pessoal ia ligando as motoretas e dando umas voltinhas à porta do hotel, enquanto esperávamos pelo resto do pessoal. Quando estávamos todos, fazíamos uma espectacular saída em bando, o que muito incomodava os hóspedes do nosso e de outros hotéis, (originando múltiplas queixas, para nosso gáudio), dada a barulheira que aquelas quarenta e muitas motoretas faziam a trabalhar (e a acelerar) ao mesmo tempo.

Era uma loucura ver aquela rapaziada a "abrir" por aquelas ruas e avenidas fora, uns quantos kamikazes a aventurarem-se em sentido proibido, e mais mil e uma tropelias. Aquelas

calles nunca mais foram as mesmas depois da nossa passada por lá. Felizmente não houve nem acidentes nem incidentes a registar  (tirando talvez o motor da minha motoreta, o qual tive o condão de conseguir partir, quando me aventurava numa subida para cima de um passeio. Como tinha feito seguro, muito a contragosto lá tiveram que me dar uma nova).

À noite, a nossa tão esperada ida  a Magalluf , onde podíamos ir a maiores e mais conceituados (principalmente frequentados por elementos do sexo feminino) bares e discotecas. Grande parte de nós acabou na BCM, aquela discoteca gigantesca. Fomos todos para o piso de cima, onde passava música de dança. Depois de já bem bebido apercebi-me que o Bracarêz (ainda mais bem bebido que eu), se encontrava do lado de dentro, junto às pesadas fitas de plástico que cobriam uma das entradas no piso. Cada rapariga que passava por ele levava com um apalpão e a pergunta, numa espanholês (tão cómico que fazia com que elas se começassem a rir, em lugar de lhe aplicarem uma valente estalada na cara):

- Ei Chica guapa, Quieres Fodilhar?

Lá deixei o Bracarêz na sua actividade de fazer partir a moca e vi o nosso camarada Bitoques, num dos bares. Aproximei-me a apercebi-me que este estava a ingerir uns cocktails assim um tanto ou quanto a dar para o marado e a desafiar o barman se não haveria por lá nada de mais forte. O barman, cocktail atrás de cocktail lá ía carregando na dose etílica até que, (naquele que haveria de vir a ser o último da noite para o Bitoques), lá lhe colocou no balcão uma verdadeira bomba etílica, acompanhada de uma frase que seria qualquer coisa como:

- Quiero ver como te vas zafar con este, português danado! - Claro que passados uns minutos, não o Bitoques, mas o seu estômago resolveu expulsar toda aquela quantidade de octanas que ele havia incorporado de forma tão alarve.

A noite foi um espectáculo, com a grande maioria de nós a chegar ao hotel já bem intoxicados. Basicamente os três dias de Maiorca foram passados assim, copos, night, uma visita às "cuevas del dracht" e uma fábrica de pérolas.

Já no regresso para o ferry que nos havia de levar de regresso ao continente, o Peles, bastante etilizado, vem em braços, auxiliado por dois camaradas. Ele estava mesmo perdido. Face ao espectáculo, o Capitão Moranguinho interviu, tendo começado a colocar-lhe perguntas e a mandar vir com ele por se encontrar naquele estado, ao que ele lhe respondia, com hilariante insistência:

- Non te entiendo, Capitón! Non te entiendo! - O Peles, com 3 ou 4 dias no território e umas quantas cervejas no bucho, parece ter adquirido e de forma automática, a nacionalidade castelhana. Claro que para não variar, foi mais um motivo para forte risada do pessoal.

De regresso a Valência, embarcámos novamente no autocarro e rumámos a Sul. Fomos parar a Benidorm, cidade esta que povoava o nosso imaginário de noites loucas de muitos copos e confraternização tórrida com elementos do sexo feminino. Nada disso iria suceder. Mais um sinal da péssima viagem que a agência nos havia preparado.

Iríamos passar o dia de segunda-feira em Benidorm e lá, à segunda está tudo, mas praticamente tudo fechado. Começaram as nossas ameaças veladas ao representante da agência, e promessas de vingança, etc. que lá íam afligindo o pobre homem. Contudo, uns quantos de nós lá conseguiram entrar numa daquelas casas de strip e, no seu interior, já munidos de "una canha", lá se prepararam para assistir ao show erótico que iria começar. Nem tudo estava perdido, pensaram eles.

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Apresentou-se na pista uma tipa meio balofa, mas nem isso os demoveu. Ela lá foi tirando as peças de roupa que tinha a mais, até ficar completamente nua. O seu corpo denotava que já seria uma veterana a desafiar a reforma (pelo menos naquela actividade artística), o que fez com que os aplausos fossem muito curtos. Mas…. Ela não se foi embora. Agarrou numa garrafa de cerveja,

fez passar a mesma pelos elementos da fila da frente, que puderam verificar que a carica estava bem presa. Após este acto, (que obviamente fazia parte do show), meteu o gargalo da garrafa na sua vagina e com um "pop", abriu a mesma, tendo a carica caído no chão com o barulho característico. Enquanto ela mostrava a garrafa ao pessoal, os aplausos subiam de intensidade pelo número fora do usual. Pousada a garrafa, no meio da dança meio desajeitada ao som de um "hit" de Tina Turner ou coisa que o valha, deitou a mão direita à sua vagina e tirou de lá um daqueles ramos de flores à mágico. O pessoal aplaudia efusivamente, o que conseguiu chamar a atenção dos seguranças, que começaram a acercar-se do pessoal. Acto contínuo, a bailarina manhosa lá foi novamente ao seu muito pródigo orifício parideiro e começou a tirar de lá um conjunto interminável de atados de lenços. Aquilo parecia nunca mais terminar. Ela, toda entusiasmada a sacar os lenços, enquanto o pessoal ía ao rubro com aquilo que estava a ver. Os seguranças já estavam no meio do grupo e prontos para colocar lá fora algum elemento mais exaltado do meio dos elementos muito exaltados que compunham a plateia.

Após os lenços, a "piece de la resistance!" A bailarina surgiu com uma lâmpada daquelas incandescentes, com casquilho E-27 e mostrou-a a todos. O pessoal ficou em silêncio, em verdadeira antecipação pelo que poderia de ali saír, até que a tipa, tendo parado no meio do palco, pernas semi-abertas, pega na lâmpada e, coloca-a na sua muito produtiva cavidade reprodutora e, na mais magnífica homenagem a Thomas Edison alguma vez feita desde o seu nascimento e invenção da lâmpada, o raio do artefacto acendeu! Deu luz!

O pessoal é que já não teve tempo de homenagear ninguém, pois o alto clamor dos seus aplausos conseguiu com que os seguranças os conduzissem liminarmente ao exterior do estabelecimento. Ficaram só com uma grande história para um dia contar.

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Após a "paragem" em Benidorm, era altura de rumarmos a novas paragens e, embarcados de novo no autocarro, lá nos fizemos à estrada. Fomos em direcção ao centro de Espanha. Passámos por Granada e fomos em direcção a Córdoba. Quando já estaríamos a menos de 100km de Córdoba, reparámos que à nossa frente seguia uma autocarro que seria o verdadeiro complemento do nosso. Gajas! Montes de gajas! Lá começámos a tentar comunicar com elas, indo, à vez à grande vidraça do 1º piso onde nos encontrávamos. No autocarro da frente, as moças só faltava iniciarem uma sessão de strip. Tinhamos a certeza que iria ser uma noite da mais saudável confraternização inter-sexo (no melhor dos sentidos, claro). A dado momento, com puro horror estampado nas nossas faces, reparámos que o autocarro delas seguia em frente e o nosso virava para uma estrada secundária. Imediatamente pensámos em fazer um assalto ao piso inferior, onde iriamos pedir contas ao representante da agência de viagens. Em lugar disso, foi lá abaixo o Peles (enquanto cá em cima eram feitas verdadeiras juras de morte ao representante da agência, acompanhados alto e a bom som, de evocações ao górdio, alcunha pela qual passou a ser conhecido o agente) e, passados uns momentos, regressou, tendo declarado que, por o hotel não ter confirmado a nossa reserva em Córdoba, iriamos passar a noite numa outra localidade, bem perto. A nossa raiva esmoreceu um pouco, até termos chegado ao local (que não passava de uma aldeia onde nem havia uma motoreta para alugar) e termos constatado que estaríamos a uns bons 60km de distância de Córdoba. A partir desta altura e até ao final da viagem, o górdio nunca mais se aventurou na rua sem que estivesse acompanhado do Zé Milhas, do Capitão Moranguinho e do Coronel Virtudes. Quem deve, teme, e ele temia, se facto que algum de nós passasse das palavras aos actos.

O resto da viagem levou-nos a Elvas onde passámos a noite numa caserna do então Regimento de Infantaria, sempre, mas sempre acompanhados daquele nó na garganta por não nos ter sido possível reunir com as musas que se deslocavam no outro autocarro……

Coisas de gajo, com adrenalina e glândulas a debitar hormonas à catadupa…..

 

 

 

 

 

publicado por Sweet Sex Teen às 17:07
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